Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

4º episódio - "NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO"

http://amigosdacura.ning.com/profiles/blogs/auto-hemoterapia-dr-fleming-e-os-antibi-ticos-artigo-98-xcviii?xg_source=activity

 

 

Dr. Jorge Martins Cardoso - Artigo 98 - 4º episódio - 3ª parte.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 98 - (XCVIII)

Inflamações, infecções e complicações...

4º episódio - "NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO" - 3ª parte - Os leitores pouco avisados podem estar imaginando que "superbactéria" significa uma bactéria de grandes dimensões. Não é bem assim. Quando se fala "superbactéria" significa que estamos nos referindo à uma bactéria que apresenta acentuada resistência aos antibióticos de um modo geral. O texto da revista Veja faz referência à bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) que se originou da conhecida bactéria Klebsiella pneumoniae. Ao invés de ler superbactéria KPC, entenda-se superresistente bactéria KPC. Fica melhor assim. (1).

A reportagem da revista Veja deixa claro que a superresistente bactéria KPC, é realmente resistente à maioria dos antibióticos, e que a KPC ataca principalmente as pessoas que apresentam deficiência imunológica. Sendo assim, aqui nos encontramos diante de uma situação na qual, existem dois bons motivos para a indicação da auto-hemoterapia. O primeiro motivo é que a maioria dos antibióticos não conseguem debelar a infecção produzida pelas superresistentes KPC. O segundo motivo é que os pacientes estão com o sistema imunológico debilitado. (1).

Como já sabemos, a auto-hemoterapia aumenta em quatro vezes o número de macrófagos, - importantes células do sistema imunológico -, aumentando assim em quatro vezes a resistência imunitária. Lembrando mais uma vez que após a auto-hemoterapia, a taxa de macrófagos passa de 5% para 20 ou 22%. Em casos que tais (infecção com a superresistente bactéria KPC), além de a maioria dos antibióticos não freiarem a infecção, existem os riscos inerentes ao seu uso, como por exemplo as reações alérgicas, com destaque para o temido choque anafilático. Já a auto-hemoterapia é absolutamente inofensiva. Jamais ocorre choque anafilático.

Na reportagem da revista Veja, na página 100, consta uma fotografia do Dr. Alexander Fleming, com a seguinte legenda: Fleming - em 1928, o bacteriologista escocês descobriu a penicilina, o primeiro antibiótico. (1).

Como quem deu origem à toda essa balburdia foi a danadinha da bactéria Klebsiella pneumoniae, vejamos o que nos informa alguns livros de medicina sobre a "noviça rebelde".

Livro de microbiologia médica - Neste livro, a Klebsiella pneumoniae é estudada no capítulo 18 - Bactérias Gram-Negativas Intestinais. Bactérias coliformes. As bactérias coliformes correspondem a um grupo amplo e heterogêneo de bastonetes Gram-negativos que, até certo ponto, se assemelham ao Escherichia coli. A complexidade do grupo, a variabilidade de resultados de testes bioquímicos e a modificação das relações ecológicas têm levado a uma confusa profusão de nomes. Além do Escherichia coli, que é proveniente do trato intestinal, freqüentemente incluem-se os seguintes grupos entre os "coliformes". (1) - Grupo Klebsiella-Aerobacter-Hafnia-Serratia. Amostras típicas de Klebsiella pneumoniae, originalmente conhecida como um patogênico do trato respiratório, constituem hoje o mais comum dos seus representantes, especialmente em infecções hospitalares. Caracteriza-se pelo crescimento mucoso, com grandes cápsulas constituídas por polissacarídeos e ausência de mobilidade. (2) - Grupo Arizona-Edwardsiella-Citrobacter. (3) - Grupo "Providence". (2).

Morfologia e Identificação - A) Células típicas - As cápsulas são raras na Escherichia coli, mais freqüentes em Aerobacter, e grandes e regulares em Klebsiella. A mobilidade é observada na maioria das amostras de Escherichia coli, bem como em alguns Aerobacter. Não se observa em Klebsiella. B) Cultivo - As colônias de Klebsiella são grandes, muito mucóides e tendem a coalescer, com a incubação prolongada. C) Características do crescimento - As klebsiellas também fermentam vários carboidratos, mas as variações entre as amostras são muito grandes. (2).

Patogenia e patologia - A Klebsiella pneumoniae ocorre no trato respiratório e nas fezes de cerca de 5% dos indivíduos normais, e é o agente etiológico responsável por uma pequena proporção (cerca de 2%) das pneumonias bacterianas. Este microorganismo causa, ocasionalmente, infecções no trato urinário, ou enterites em crianças. Tratamento - Não de dispõe de nenhuma terapêutica específica. As sulfonamidas, ampicilina, estreptomicina, cloranfenicol, tetraciclinas, polimixinas e canamicina mostram ação antibacteriana acentuada contra o grupo coliforme. As klebsiella são sensíveis às cefalosporinas. (2).

Livro de Doenças Infecciosas e Parasitárias - Neste livro, a Klebsiella pneumoniae é encontrada no capítulo 38, quando estudamos as Pneumonias Bacterianas. Conceito - Trata-se de doenças infecciosas agudas, produzidas por grande variedade de bactérias, e que têm por característica fundamental o acometimento pulmonar que leva à consolidação parenquimatosa, ou seja, o preenchimento das luzes bronquíolo-alveolares por exsudado inflamatório celular. (3).

Pneumonia por Bacilos de Friedländer - Parece mais comum do que habitualmene se pensa. Causada pela Klebsiella pneumoniae, bacilo Gram-negativo, encapsulado, do qual mais de 50 tipos foram reconhecidos. Embora os tipos 1 a 6 sejam os responsáveis habituais por quadro de doenças, mesmo eles podem ser encontrados no trato respiratório de indivíduos normais. Do ponto de vista clínico, ao lado de sua característica incidência em alcoólatras e em pessoas previamente debilitadas, temos o aspecto do escarro - acastanhado, pegajoso, abundante, que deve levar à suspeita diagnóstica, facilmente comprovada pela feitura de esfregaço corado pelo Gram. Tratamento - Penicilina, estreptomicina, cloranfenicol, tetraciclinas, eritromicina, oleandomicina e novobiocina. (3).

Outra observação - Neste livro, entre as diversas pneumonias bacterianas, são estudadas a pneumonia pneumocócica (Diplococcus (Streptococcus) pneumoniae), a pneumonia estreptocócica (Streptococcus hemolyticus), a pneumonia estafilocócica (Micrococcus pyogenes aureus) e a pneumonia por bacilos de Friedländer (Klebsiella pneumoniae). Acrescenta o livro: "Antes do advento dos antibióticos a mortalidade era alta. Em 1934, antes portanto do aparecimento das sulfas em medicina, a mortalidade nos Estados Unidos era de 65 por 100.000 habitantes; já em 1944, quando a penicilina começava a ser usada, tal taxa caíra para 33,4. (3).

Livro de Farmacologia Clínica e Terapêutica - Neste livro, a Klebsiella pneumoniae é encontrada na terceira seção, parte XXVII, quando se estuda as Doenças Infecciosas e Parasitárias. Infecções causadas por Klebsiella-Aerobacter - As bactérias do grupo Klebsiella-Aerobacter são, depois da Escherichia coli, os mais importantes germens entéricos capazes de infectar o homem. O gênero Klebsiella é intimamente relacionado com o Aerobacter (Enterobacter) e Serratia, constituindo os dois primeiros, juntamente com a Escherichia coli, as chamadas bactérias "coliformes". Muitos laboratórios não diferenciam o grupo Klebsiella-Aerobacter da Escherichia coli, o que constitui potencialmente um grave erro, já que cepas de Klebsiella-Aerobacter são em geral mais resistentes aos antibióticos do que a E. coli e seu isolamento no sangue, exsudatos purulentos ou urina tem significação prognóstica mais grave. (4).

A espécie mais conhecida do grupo é a Klebsiella pneumoniae, reconhecida como um importante agente patogênico pulmonar desde que foi descrita pela primeira vez por Friedländer em 1882. A significação patogênica do Aerobacter e Serratia é menos conhecida, mas ambos podem atuar como agentes patogênicos, especialmente na qualidade de invasores "oportunistas" em pacientes já infectados por outros germens. (4).

Embora as infecções pulmonares por Klebsiella tenham sido sempre as mais conhecidas, as infecções urinárias contribuem atualmente com a maior parte dos casos em que esse gérmen é isolado. As infecções das vias biliares, cavidade peritoneal, ouvido médio, mastóide, seios paranasais e meninges também não são raras. Nessas localizações a Klebsiella é mais freqüente do que o Aerobacter e Serratia, além de causar doenças de maior gravidade. Tais infecções produzem quadros clínicos indistinguíveis dos causados pela E. coli. As infecções pelo grupo Klebsiella-Aerobacter representam importante fator etiológico no choque séptico. (4).

Tratamento - É muito variável a sensibilidade dos germens pertencentes a este grupo frente aos diversos antibióticos, o que torna de grande importância a execução de antibiograma. A maioria das cepas mostra-se sensível, entretanto, à gentamicina, ampicilina e Kanamicina. As cefalosporinas atuam sobre a maioria das cepas de Klebsiella e Serratia mas não sobre o Aerobacter. Qualquer que seja o antibiótico ou antibióticos usados, o tratamento deve durar pelo menos 10 a 14 dias, prolongando-se ainda mais em presença de cavitação. É indispensável a drenagem do empiema pleural. (4).

Outra observação - A danadinha da Klebsiella pneumoniae, a nossa querida piriguete, a nossa querida "noviça rebelde", sabe-se agora, pode até ser rebelde, pode até ser nociva, mas não é tão noviça assim, pois, já completou 130 anos de existência graças ao senhor Friedländer.

Alô leitores musicais - A greve continua.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Bom dia.

Aracaju, 6 de julho de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CM 573.

publicado por divagomessa às 23:49
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